quinta-feira, 9 de julho de 2015

Universidade Federal do Sul da Bahia
Discente: Joseane Maria Silva Soares
Docente: Gustavo
Data:09-07-15                          turma:2
Componente: experiência sensível


Diário sonoro

O propósito é gravar as ondas sonoras presentes no nosso cotidiano, levando a reflexão o quando utilizamos nossa habilidade sensível, ou seja, a audição, e não damos conta do fator com que ele está correlacionado passando até despercebido pela a captação do celebro.
De manhã, o primeiro áudio foi gravado, onde observei a beleza dos cantos dos pássaros que passam em frente à minha residência, suponho que sejam Periquitos. O segundo som estava condido no barulho da água torneira e da escova de dente em contato com os dentes. O terceiro foi gravado o som da televisão que minha prima adora ligar, logo que desperta. O quarto os sons produzidos pelas bocas quando mordem os alimentos, quando abrem a sacola de pão, o barulho produzido pela cafeteira. O quinto, os sons produzidos ao varrer a casa, a pegar o lixo com a par, a limpar os moveis com o pano. Respectivamente a quinta gravação, o som produzido pelo teclado quando digitamos, ao folhear um caderno, a mensagem que chega pelo WhatsApp, e os movimentos de inquietação produzido quando estamos sentados em uma cadeira. O sexto, foi gravado o som produzido quando colocamos comida no prato, e o quando levamos a boca e o som produzido quando colocamos os talheres no prato.
Período da tarde:
 O sétimo, barulho distante do áudio da televisão e de músicas. O oitavo som gravado de latidos de cão desconhecido, onde latia com instinto de proteção ou de alerta. O nono som gravado, revelava o constante barulho de carros, motos, pessoas andando arrastando os pés nas calçadas, vozes de pessoas desconhecidas. Décimo áudio gravado foi o som produzido quando pegamos pacotes de alimentos das estantes. Respectivamente o décimo primeiro som gravado foi o barulho de água do chuveiro ao bater no chão, ao tocar na pele, no ato de passar o sabonete. O décimo segundo som gravado, foi marcado por um repouso da vida cotidiana agitada, onde só era possível escutar o som produzido pelo ventilador, o som da inquietação e movimentação do corpo sobre a cama.
Os sons também contam histórias, emoções, trazem a realidade de uma vida cotidiana, uma vida em que convivemos em meio a bastante agitação ou monotonia, o fato é que muitas coisas simples fazem parte da nossa vida, coisas simples que passam e não é atribuída nenhum valor passando despercebida pela captação do celebro. Por uma perspectiva diferente, um indivíduo que nunca teve esse convívio com a vida urbana, ou até mesmo uma criança recém-nascida, acredito que, essa percepção agitada do som seria impressionante, seria uma descoberta. O mesmo acontece quando escutamos o som pela primeira vez, tentamos correlacionar a algo ou simplesmente achamos aquele som exótico e incomum e dependendo reprovamos ou aceitamos. Por esse motivo, muitos músicos que tem como base conquistar a nossa audição estão sujeitos a sofrerem fortes críticas, porque nós como indivíduos temos maneiras diferentes de percepção das ondas sonoras onde cogitamos o que seria agradável ou não aos nossos ouvidos.


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